Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório

  • 07/08/2026
(Foto: Reprodução)
Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica A Organização Pan-Americana da Saúde constatou que quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica. A médica Ana Júlia Rezende levou um susto quando descobriu a esclerose múltipla aos 19 anos: “Eu acordei um dia e eu sentia como se os meus pés estivessem dentro de um formigueiro mesmo, que progressivamente atingiu até o nível dos meus joelhos”, conta. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Há cinco anos, ela começou o tratamento. Com acompanhamento médico e remédio, mudou o estilo de vida. “Comecei a praticar atividade física de forma regular, que eu comecei a priorizar a minha alimentação de forma saudável”, diz Ana Júlia. No continente americano, 470 milhões de pessoas são afetadas por doenças neurológicas. A pesquisa foi feita por amostragem e não traz dados específicos do Brasil. Esclerose múltipla, enxaqueca, acidente vascular cerebral, epilepsia, doença de Alzheimer, transtornos do espectro autista são distúrbios que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Prejudicam o movimento, a memória, o aprendizado, a comunicação e o comportamento. De acordo com o estudo da Organização Pan-Americana da Saúde, demências como Alzheimer são os distúrbios que mais atingem os idosos. Já entre os adolescentes e jovens adultos, a enxaqueca surgiu como uma das principais causas de incapacidade. Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório Jornal Nacional/ Reprodução Mas o relatório constatou também que boa parte dessas doenças pode ser evitada com mudanças de hábito. A hipertensão arterial, por exemplo, é apontada como principal fator de risco para o AVC, uma das doenças que mais matam no Brasil, juntamente com o infarto. Segundo os médicos, a pressão alta pode ser prevenida reduzindo o sal na alimentação e evitando os alimentos ultraprocessados. A pesquisa mostrou ainda que níveis elevados de glicose no sangue contribuíram significativamente para a alta incidência da doença de Alzheimer e outras demências. “O principal caminho é através da alimentação. Fazer atividade física regular, pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica. A nossa população está cada vez envelhecendo mais. Isso é ótimo. Mas a gente quer ter vida com qualidade e, para ter vida com qualidade, a gente precisa cuidar desde agora”, afirma a neuroimunologista Juliana Santiago. Está aí a explicação para a caminhada diária do psicólogo Denilson Rodrigues Figueiredo: “Quando você está fazendo uma caminhada, está fazendo uma atividade, você não está cuidando só do seu corpo, é um cuidado geral, integral”, afirma. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Musculação realmente pode ajudar a viver mais? 'Como uma faca entrando na cabeça': a luta de quem tem cefaleia em salvas, uma das dores humanas mais intensas

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/08/07/quase-metade-da-populacao-das-americas-convive-com-pelo-menos-uma-doenca-neurologica-aponta-relatorio.ghtml


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